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Minas deve produzir 33,5 milhões de sacas de café arábica em 2026, aponta pesquisa

Redação10 de setembro de 20265min0
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Levantamento realizado pelo Sistema Faemg/Senar visitou mais de 5 mil produtores em 269 municípios mineiros; Sul de Minas deve responder por 16 milhões de sacas

A produção de café arábica em Minas Gerais deve alcançar 33,5 milhões de sacas em 2026, segundo a pesquisa Safra Café Minas 2026, realizada pelo Sistema Faemg/Senar. O levantamento foi apresentado nesta quarta-feira (9), durante um evento realizado no Centro de Excelência em Cafeicultura, em Varginha, no Sul de Minas.

A estimativa supera em 1,8% a previsão divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em maio e em 4,7% a projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em março.

Para chegar aos números, a pesquisa contou com apoio da Universidade Federal de Lavras (UFLA), por meio do Centro de Inteligência de Mercado e Agronegócios de Lavras. Ao todo, foram visitados 5.155 produtores de café em 269 municípios, durante o período de maior intensidade da colheita, entre junho e julho.

Sul de Minas concentra quase metade da produção

Entre as quatro regiões produtoras consideradas pelo levantamento, o Sul de Minas aparece como responsável pela maior parcela da produção, com uma estimativa de 16 milhões de sacas.

A previsão para as demais regiões é:

  • Sul de Minas: 16 milhões de sacas;
  • Montanhas de Minas: 9,2 milhões;
  • Cerrado Mineiro: 7,2 milhões;
  • Chapada de Minas: 1 milhão.

Somadas, as quatro regiões chegam à estimativa de 33,5 milhões de sacas de café arábica.

O resultado representa um crescimento de 32,5% em relação à produção estimada pela Conab em 2025. Na comparação com 2022, o aumento chega a 54,6%.

Segundo Ana Carolina Gomes, analista de agronegócio do Sistema Faemg/Senar, a realização do levantamento diretamente nas propriedades permite reunir informações mais próximas da realidade encontrada no campo.

A expectativa é que os dados também auxiliem os produtores no planejamento da próxima etapa da atividade, incluindo decisões relacionadas à produção, investimentos e comercialização.

Pesquisa deve formar série histórica

Esta foi a primeira edição da pesquisa Safra Café Minas, que deverá ser realizada anualmente. A proposta é criar uma série histórica própria sobre a cafeicultura mineira e ampliar a quantidade de informações disponíveis para produtores e demais integrantes da cadeia produtiva.

Um dos diferenciais apontados pelos responsáveis pelo levantamento é o período em que as visitas foram realizadas: o pico da colheita, quando é possível obter informações mais precisas sobre a produção.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Antônio de Salvo, destacou a importância de contar com dados produzidos a partir da realidade dos próprios produtores.

A pesquisa utilizou informações do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que atende milhares de cafeicultores, mas também incluiu produtores que não participam do programa. Foram consideradas propriedades de diferentes tamanhos, desde pequenas áreas de um ou dois hectares até propriedades com mais de 100 hectares.

A intenção é ampliar a base de produtores pesquisados nas próximas edições e tornar o levantamento cada vez mais representativo da cafeicultura de Minas Gerais.

Café tem peso importante para Minas

Durante o evento, o secretário de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais, Thales Fernandes, também ressaltou a importância da cafeicultura para a economia estadual.

O café é um dos principais produtos da pauta de exportações de Minas Gerais e tem forte presença econômica e social especialmente no Sul e no Sudoeste do Estado, onde milhares de produtores atuam na atividade.

*Com informações de O TEMPO

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