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24 idosos morreram diariamente por queda no Brasil em 2025: veja formas de prevenir

Redação24 de junho de 20266min0
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Especialistas alertam que tombos devem ser investigados e podem sinalizar outros problemas, como perda de força muscular e doenças crônicas

A queda de idosos é um problema de saúde pública no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, só em 2025 foram registrados 85.169 atendimentos ambulatoriais e 48.576 internações no Sistema Único de Saúde (SUS) por conta desse tipo de acidente. No mesmo ano, também foram registrados 9.050 óbitos em decorrência de quedas – cerca de 24 mortes por dia. O tema ganha visibilidade nesta quarta-feira (24/6), em que é celebrado o Dia Mundial de Prevenção de Quedas.

“Os dados sobre atendimentos e internações referem-se ao total de procedimentos realizados, e não ao número de pacientes, já que um mesmo indivíduo pode gerar mais de um registro. Recomendamos manter a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa atualizada, registrando detalhes como quando, onde e como as quedas aconteceram”, destaca o Ministério da Saúde.

O aposentado Edvard Ferreira da Silva, de 64 anos, está no grupo de idosos que sofrem com esse problema. Por causa de uma doença adquirida na infância, ele já sofreu diversas quedas ao longo da vida e a situação piorou nos últimos anos. Ele conta que já caiu no banheiro e lavando a louça.

“Tenho um problema na coluna, minhas pernas enfraquecem e não consigo manter o equilíbrio. No mês passado caí na rua da minha casa e quebrei o dedão do pé esquerdo em dois lugares diferentes. Agora, mesmo a contragosto, preciso andar de bengala para ficar mais seguro e farei adaptações em casa assim que possível”, relata o morador do bairro Providência, na região Nordeste de Belo Horizonte.

Queda pode sinalizar outros problemas

Apesar do alto número de quedas no Brasil, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo (SBGG-SP) reforça que cair não deve ser considerado “normal” na velhice. A atenção aos fatores de risco precisa ocorrer de forma antecipada, antes que o primeiro episódio aconteça.

“Na maioria das vezes, a queda é apenas a consequência visível de alterações que vêm se desenvolvendo ao longo do tempo, como perda de força muscular, doenças crônicas e presença de riscos no ambiente. Quanto mais cedo esses riscos forem reconhecidos e tratados, maiores são as chances de manter a independência e a qualidade de vida dos idosos”, afirma Caroline Saladini, fisioterapeuta e diretora da SBGG-SP.

Embora nem toda queda resulte em uma fratura, toda queda merece atenção. Seus efeitos podem ir muito além das lesões físicas, afetando a confiança, a independência, a funcionalidade e a participação da pessoa idosa em sua própria vida. Em casos mais graves, há fraturas de fêmur, traumatismos cranianos, longas internações, necessidade de cirurgia e aumento do risco de mortalidade.

“Um ponto importante é que a queda não deve ser analisada como um evento isolado. Quando uma pessoa idosa cai, é preciso investigar o motivo. Foi tontura? Fraqueza? Alteração de pressão? Tropeço? Iluminação ruim? Uso de medicamento que causa sonolência? Cada resposta muda a estratégia de prevenção”, explica Caroline.

Exercício físico é arma contra quedas

A atividade física, quando orientada de forma adequada, é uma das principais aliadas da prevenção. Exercícios de fortalecimento muscular e treino de equilíbrio reduzem o risco de quedas e contribuem para manter independência, segurança e participação social.

“Muitas famílias, por medo, acabam limitando demais a movimentação da pessoa idosa. Mas restringir não protege. Pelo contrário, a falta de movimento pode aumentar a fraqueza, insegurança e risco de novos acidentes. O caminho é promover mobilidade com segurança”, reforça Caroline.

Dicas rápidas para prevenir o problema:

  • Mantenha a casa bem iluminada, especialmente corredores e banheiros;
  • Evite tapetes soltos;
  • Instale barras de apoio;
  • Use calçados fechados e antiderrapantes;
  • Não deixe fios ou objetos espalhados pelo caminho;
  • Revise medicamentos com médico de referência;
  • Mantenha consultas oftalmológicas em dia;
  • Evite levantar-se rapidamente;
  • Pratique exercícios supervisionados;
  • Procure avaliação após qualquer queda, mesmo quando não houver ferimentos aparentes.

Fonte: O Tempo

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