O agronegócio mineiro apresentou desempenho expressivo em 2025, com destaque para o Valor Bruto da Produção, que atingiu o patamar recorde de R$ 167,8 bilhões – o que representa um crescimento de 13,5% em relação a 2024. Os dados constam na 6ª edição do relatório anual elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA). O documento contempla as cadeias produtivas de maior relevância para o estado, abrangendo culturas agrícolas, fruticultura, olericultura, silvicultura e atividades pecuárias.

O desempenho do agro no estado foi impulsionado principalmente pelo segmento das lavouras, responsável por 67% do faturamento total, que alcançou R$ 112,7 bilhões – aumento de 16,4% no ano. Nesse setor, destacam-se o café e a soja. A pecuária também apresentou evolução consistente, com faturamento de R$ 55,1 bilhões e crescimento de 8%. Todas as principais cadeias da pecuária apresentaram resultados positivos, com destaque para bovinocultura de corte (+14%), suinocultura (+12%) e produção de ovos (+16%).

Ainda conforme o relatório, em 2025, Minas Gerais ampliou e diversificou ainda mais a pauta exportadora, com 650 produtos enviados a 178 mercados. O agronegócio de Minas Gerais encerrou o ano com exportações recordes de US$ 19,84 bilhões – avanço de 15,5% em relação ao ano anterior.

Crédito rural

Os desembolsos destinados a Minas Gerais na safra 24/25 totalizaram R$ 50,84 bilhões.  Apesar da retração de 4% em relação ao ciclo anterior, o estado manteve posição de destaque no cenário nacional, concentrando 14% do total desembolsado no país, em um contexto de queda acentuada no volume nacional (-27%).  Embora discreto, foi ainda observado o crescimento dos recursos destinados à pecuária (+1%).

Confira os destaques

Café

Foram produzidas 25,8 milhões de sacas – uma queda de 8,3% em relação à safra anterior. No entanto, atingiu um valor de produção bruto de R$ 58,7 bilhões, o que significa um crescimento de 46,9%. No período, as exportações cresceram 43,8% (US$ 11,4 bilhões, 1,6 milhão de toneladas).

Conforme o relatório, a queda produtiva está associada, em parte, à bienalidade negativa da cultura e às condições climáticas. O bom desempenho na exportação é explicado pela valorização do produto e aquecimento do mercado internacional. “O aumento dos preços médios do café no mercado mundial em 60,8% favoreceu o crescimento das exportações brasileiras, com o país enviando o produto para cerca de 150 destinos”, aponta o relatório. Em 2025, a Alemanha e os Estados Unidos foram os principais mercados compradores.

Soja

Com uma produção de 9,19 milhões de toneladas (crescimento de 19,3%), a safra de soja teve um valor bruto de produção de R$ 18,8 bilhões, um crescimento de 11,6%. As exportações somaram US$ 2,9 bilhões (7,1 milhões de toneladas), uma queda de -9,8%.

Conforme o relatório, apesar do número negativo no geral, o estado bateu recorde nas exportações de soja em grão, totalizando 6,8 milhões de toneladas embarcadas. O desempenho do complexo soja foi pressionado pela retração no segmento de farelo, que registrou queda de 20,5% nos preços em US$/tonelada e redução de 30,6% no volume exportado, o que explica o resultado negativo agregado das exportações.

Carne de boi

Minas somou abate de 3,8 milhões de cabeças de gado (946,8 mil toneladas), um crescimento tímido de 1%. O destaque foi para a exportação, que cresceu 22,4%, com um saldo de US$ 1,39 bilhão (270,7 mil toneladas).

Minas detém o sexto maior rebanho bovino do país. Em 2025, o Brasil tornou-se, pela primeira vez, o maior produtor mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que as exportações alcançaram patamar recorde, impulsionadas pela abertura de 19 novos mercados para a carne bovina e seus derivados. O valor médio da carne exportada por MG cresceu 16,7% em US$/tonelada.

Ovos

Minas produziu 491,3 milhões de dúzias em 2025 e registrou um valor bruto de produção de R$ 2,7 bilhões, um crescimento de 16,3%. Houve também um expressivo crescimento de  129,3% na exportação: US$ 16,6 milhões.

Fonte: O Tempo